19 de mar de 2010

Caso sério! Disciplina na escola.

Disciplina na escola (preocupação mundial na educação)


Há uma preocupação no Brasil e no mundo, afligindo pais e professores: a indisciplina na escola. No Brasil, na década de 80, com a defesa da escola pública e democrática, amplia-se o interesse pela moralidade humana. A preocupação com problemas éticos sempre existiu na sociedade, mas a atração por estes temas tem aumentado desde o final do século XX.

É preciso clareza para analisar o comportamento dos jovens na sociedade atual, na medida em que estes são reflexos da sociedade em que vivem. Crianças e adolescentes sem limites, apáticos, sem motivação para os estudos, individualismo exacerbado, banaliza-se o ensino, indisponibiliza-se para a reflexão, perda da coletividade, até mesmo do “AMOR”.

Frequentemente verifica-se nos alunos agressividade, déficit de atenção, depressão, apatia e hiperatividade, interferindo diretamente no processo ensino- aprendizagem.

O que fazer?

Esse é o perfil do homem que criamos.

É importante deixar claro às crianças os limites e a autoridade dos pais para que na adolescência convivam de forma menos conflituosa com as mudanças que os afligem e os tornam intolerantes.

Assim, é preciso superar a oscilação entre permissividade e autoritarismo, que só pode ser superada com diálogo, afeto e a transmissão de segurança para os filhos por parte dos pais.

É importante que os gestores e professores possibilitem e auxiliem seus alunos a transpor limites e compreendam que as mudanças fisiológicas, hormonais, emocionais e históricas porque passam os seres humanos nos diferentes estágios de sua vida, influem no seu com-portamento, em sua aprendizagem e desen-volvimento, pois só assim a relação professor x aluno será compartilhada de forma harmoniosa.

O autor Augusto Cury relata que a educação passa por uma crise sem precedentes na história. Os alunos estão alienados, não se concentram, Não tem prazer em aprender e são ansiosos. De quem é a culpa? Do aluno ou dos pais? Nem de um nem de outro. As causas são mais mais profundas. Essas são frutos do sistema social que estimula de maneira assustadora os fenômenos que constróem os pensamentos.

O palco da mente dos jovens de hoje é diferente dos jovens do passado. Os fenômenos que estão nos bastidores da mente deles e que produzem pensamentos são os mesmos, mas os atores que estão no palco são distintos. A qualidade e a velocidade dos pensamentos mudaram, os valores se perderam. Precisamos conhecer alguns papéis da memória e algumas áreas do processo de construção da inteligência para encontrar as ferramentas necessárias e capazes de dar uma reviravolta na educação.

A televisão mostra mais de sessenta personagens por hora com as mais diferentes características de personalidade. Policiais irreverentes, bandidos destemidos, pessoas divertidas, políticos corruptos. Essas imagens são registradas na memória e competem com a imagem dos pais e professores.

Os resultados são in-consequentes e graves. Os edu-cadores perdem a capacidade de influenciar o mundo psíquico dos jovens. Seus gestos e palavras não têm impactos emocionais e, conse-quentemente, não sofrem um arqui-vamento privilegiado capaz de produzir milhares de outras emoções e pensamentos que estimulem o desen-volvimento da inteligência. Frequentemente os educadores precisam gritar para obter o mínimo de atenção.
os educadores precisam gritar para obter o mínimo de atenção.

Para Tiba (1996), a disciplina, neste sentido, faz parte da qualidade de relacionamento humano estabelecido entre docente e alunos em sala de aula e na escola, portanto, deve levar em conta as características de cada um dos envolvidos: professor, aluno e ambiente. O autor aponta que existem vários motivos para indisciplina na escola. Entre eles destaca características relacionais, distúrbios e desman-dos de professores.

Boselli (2000) enfatiza a disciplina como sendo resultado do processo educativo, o qual deve objetivar a formação integral do indivíduo, respeitando as diferenças e, ao mesmo tempo, proporcionando condições para integrá-las, adquirindo resultados positivos nas relações pessoais e no citado processo. Vale ressaltar portanto, o importante papel do educador que é criar meios para fazer o coletivo, sem, contudo, eliminar as possibilidades de integração social, de forma que nessa ação conjunta sejam consi-deradas a autonomia e as diferenças desses indivíduos, promovendo o desabrochar de uma nova ordem social, onde essas diferenças sejam articuladas e respeitadas.

Portanto, a educação merece uma reflexão de como vem se configurando, seja através de seus conteúdos curriculares, seja da metodologia adotada pelo professor, ou até mesmo pela postura do gestor.

Algumas sugestões que podem contribuir com a disciplina em sala de aula:

Aulas dinâmicas, estimulando o aluno a construir, a criar.


Fazer uso de recursos como: músicas, poesias, poemas, literaturas, filmes, jornais, teatro, dança, ambiente informatizado e outros.

Disposição diferenciada no ambiente da sala de aula.


Atividade extra-classe.


Intercâmbio entre as escolas, utilizando jogos, correspondências e gincanas.


Estimular os questionamentos, o diálogo.


Conhecer o histórico de vida do aluno.


Parceria família x escola.


Educadores compromissados com a formação do ser humano.


Aproximação professor x aluno, desenvolvendo a afetividade, o respeito e a confiança de forma recípocra.


"O palco da mente dos jovens de hoje é diferente dos jovens do passado"


"Ser um mestre inesquecível é formar seres humanos que farão diferença no mundo. Suas lições de vida marcam para sempre os solos conscientes e inconscientes dos seus alunos."

"O tempo pode passar e as dificuldades podem surgir, mas as sementes de um professor fascinante jamais serão destruídas"

www.portaldaeducacaomaringa.pr.gov.br/sistema.

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